Líder do bloco “Experiência e Trabalho”, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que não viu nenhum movimento da Casa Civil, para tentar atrair membros do seu grupo para a base governista. Como o grupo governista após a formação dos blocos na Assembleia ficou com sete deputados, número inferior ao do ano passado, que era composto por 12 parlamentares, surgiu nos bastidores conversas que o grupo de Wilson corria o risco de ser “implodido”.
“Nosso grupo é forte, nosso grupo é firme, é de palavra. Nós somos poucos, somos cinco, mas somos firmes. Não estamos fazendo bloco para fazer enfrentamento ao governo, estamos fazendo bloco, principalmente, para compor espaços importantes do parlamento, nas comissões permanentes, nas comissões provisórias”, afirmou Wilson Santos, que na última gestão Mauro Mendes ocupou o cargo de vice-líder do Governo na Assembleia, mas abriu mão da função para atuar de forma mais independente no Legislativo.
O bloco “Experiência e Trabalho”, liderado por Wilson, tem ainda a participação de Valdir Barranco (PT), Lúdio Cabral (PT), Ondanir Bortolin (PSD), o Nininho, e Diego Guimarães (Republicanos). Os rumores seriam de que o governo faria carga para levar para seu grupo os deputados Nininho e Diego Guimarães. Porém, Wilson diz que integrantes do seu bloco já estão na base de apoio do governo.
“Nesse bloco que estamos, somos cinco, três são da base do governo e dois são da oposição [Barranco e Lúdio Cabral]. Então, a intenção nossa não é fazer enfrentamento, a intenção nossa é ocupar espaços importantes dentro do Parlamento”, garantiu Wilson Santos.
O bloco governista é formado pelos deputados do União Brasil Dilmar Dal Bosco, Eduardo Botelho, Júlio Campos e Sebastião Rezende. Completam o bloco os deputados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP) e Alberto Machado, o Beto Dois a Um (PSB).
Para o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, não é motivo de preocupação o fato de que o grupo diminuiu, passando de 12 para 7 deputados, até porque na última legislatura foram três os blocos e nesse ano passou para quatro. Ele entende, ainda, que nessa nova legislatura os deputados se agruparam visando seus interesses nas indicações para as comissões permanentes da ALMT e que o bloco do governo está forte e coeso.
Além dos dois blocos já citados, os demais parlamentares se dividiram nos seguintes blocos:
Bloco Direita Democrática: Elizeu Nascimento (PL), Kalil Faissal (Cidadania), Gilberto Cattani (PL) e Cláudio Ferreira (PTB.
Bloco “Movimento Democrático Brasileiro”: Janaína Riva, Thiago Silva, Juca do Guaraná Filho e Dr. João
Bloco PSB: Dr. Eugênio, Max Russi, Fabinho Tardin e Valmir Moretto
De acordo com o Regimento Interno da Assembleia Legislativa, cada bloco parlamentar deve ser composto por, no mínimo, um sexto da composição da Assembleia Legislativa, ou seja, quatro deputados. O arranjo é requisito para indicação dos membros das comissões permanentes existentes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e também para composição do Colégio de Líderes.



















