O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi afirmou que qualquer parlamentar ou servidor público deverá responder judicialmente caso sejam comprovadas irregularidades investigadas na Operação Emenda Oculta.
Sem citar diretamente o nome do deputado Elizeu Nascimento (Novo), alvo de mandado de busca e apreensão na última quinta-feira (30), Russi declarou que não haverá proteção a envolvidos em eventuais desvios de recursos públicos.
“Se o presidente, se o secretário, se um deputado, se um servidor, se alguém fizer qualquer coisa ilícita, vai pagar pelos seus atos”, afirmou o parlamentar durante entrevista à imprensa na quarta-feira (6/5). “Quem cometer qualquer desvio, sendo deputado ou não, terá que responder por isso”, completou.
A Operação Emenda Oculta é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual, e investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas a institutos em Mato Grosso.
Segundo as investigações, os recursos públicos eram encaminhados a entidades e posteriormente repassados à empresa do empresário João Nery Chirolli, proprietário da Chiroli Esportes. Parte dos valores, conforme apura o Ministério Público, teria retornado aos parlamentares investigados.
Além de Elizeu, também foram alvos da operação o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento, irmão do deputado; Samara Regina Lucas Barbosa, presidente do Instituto Social Mato-Grossense (Ismat); Alex Jony Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace); e o assessor parlamentar João Batista de Almeida e Silva.
Os investigados tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal. A Justiça também determinou indisponibilidade de bens e bloqueio de valores em contas bancárias.
Max Russi afirmou ainda que a Mesa Diretora e a Procuradoria da Assembleia não irão interferir no andamento das apurações. “Confiamos no Ministério Público e em todos os órgãos de controle. Vamos deixar a cargo deles investigar e analisar os fatos”, declarou.
Também nesta quarta-feira, Elizeu Nascimento negou envolvimento no suposto esquema. O deputado afirmou que os R$ 150 mil apreendidos em sua residência estão declarados à Receita Federal e seriam destinados à sua campanha de reeleição.
















