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Margareth diz que Trump usou nome de Bolsonaro como pretexto para tarifaço

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A senadora Margareth Buzetti (PSD) avaliou nesta sexta-feira (18) que o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como justificativa política para impor tarifas mais altas aos produtos brasileiros. A declaração foi feita em meio à repercussão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro.

Para a senadora as sanções comerciais anunciadas por Trump, como o tarifaço de 50% sobre itens brasileiros, seguem uma linha protecionista que já vinha sendo construída, mas acabaram encontrando no ex-presidente brasileiro um “alvo simbólico”.

“Eu acho que o Trump usou o Bolsonaro para tarifar. Isso vem desde que ele entrou, ele está falando, não foi só a nós, ele está tarifando todos os países. Então, eu falei já que é hora da política dar espaço para a diplomacia. E a diplomacia tem que falar”, afirmou.

Ela reforça que o erro do Brasil foi não ter se antecipado nas relações diplomáticas com os EUA, especialmente após os primeiros sinais de tensão econômica.

“Aliás, já que havia falado lá atrás, quando o Trump anunciou, nós devíamos ter um interlocutor com ele para essas tarifas não chegarem ao ponto que chegou. Acho que o nome da família Bolsonaro está sendo usada para tarifar. Mas não é o principal”, destacou.

Margareth também comentou os impactos internacionais que decisões judiciais contra Bolsonaro podem gerar, alertando que o desgaste da imagem do ex-presidente pode acabar respingando em relações comerciais e diplomáticas do Brasil.

Por fim, a senadora falou sobre rumores envolvendo uma suposta tentativa de Trump de interferir no sistema financeiro brasileiro, citando o Pix — o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central.

“Ele pode tentar, mas ele não tem como fazer [bloqueio]. Aqui ele não pode proibir o uso do PIX porque os cartões dele são usados aqui no Brasil. As bandeiras Master, Visa… E o PIX é nosso, pronto. Isso foi feito no governo Temer”, concluiu.

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