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Margareth diz que operação contra Bolsonaro “era esperada” e descarta motivação eleitoral

Para ela, a ação faz parte do processo legal em andamento e não tem como objetivo retirá-lo da disputa eleitoral, já que o ex-presidente está inelegível

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A senadora Margareth Buzetti (PSD) comentou, na manhã desta sexta-feira (18), a nova operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ela, a ação faz parte do processo legal em andamento e não tem como objetivo retirá-lo da disputa eleitoral, já que o ex-presidente está inelegível.

“O Bolsonaro está tendo a chance de defesa em todas as fases do processo legal. Essa é mais uma das fases, então isso acaba sendo o esperado. Ele está inelegível, então para mim é muito difícil acreditar que essa operação tenha como objetivo tirá-lo da eleição”, avaliou a senadora.

Questionada sobre o cenário da direita para as eleições de 2026, Buzetti considerou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um nome forte para liderar esse campo político.

“Eu acho um excelente nome”, resumiu, destacando o perfil técnico e político de Tarcísio, aliado de Bolsonaro.

Sobre a popularidade do ex-presidente e o apoio que ainda sustenta entre parte da população, a senadora afirmou que é preciso trabalhar com a realidade jurídica.

“Não sei se [o apoio] tende a cair, mas as pessoas têm que entender que ele está inelegível. Eu parto deste princípio: você tem que ter algo palpável, algo que pode ser realizado. E hoje, o Bolsonaro não pode ser candidato”, disse.

As declarações da senadora reforçam uma ala do PSD que defende um nome da direita viável para 2026, mas com os pés no chão quanto à situação jurídica de Bolsonaro, que foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

A operação

A operação da Polícia Federal foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como parte do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após as eleições de 2022.

A ação ocorreu nesta sexta-feira (18) e incluiu mandados de busca e apreensão, além da determinação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados.

A justificativa do STF é evitar risco de fuga e proteger o andamento do processo judicial, que está em fase final.

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