A juíza de Pontes e Lacerda, Djéssica Giseli Küntzer, converteu em prisão preventiva o flagrante do policial penal Oziel Gomes Alves, suspeito de colaborar com um grupo criminoso que tentou invadir uma mineradora e entrou em confronto com seguranças, resultando na morte de um trabalhador.
A decisão foi tomada na quinta-feira (21), um dia após os acontecimentos. Os criminosos se passaram por policiais federais, rendendo funcionários e seguranças, e levaram seis armas de fogo. Durante a ação, os seguranças reagiram e um deles foi ferido na orelha. Outro segurança, identificado como Roberto Barbosa dos Santos, de 44 anos, acabou caindo de uma ribanceira e faleceu.
Após os crimes, a polícia iniciou buscas e avistou um Honda Civic em alta velocidade, procedendo com a abordagem. Oziel se identificou como policial penal, e durante a revista ao veículo foram encontradas 153 munições de diferentes calibres, além de um rádio comunicador e uma pistola. Ele apresentou o registro da arma, porém, suas declarações sobre a quantidade de munições foram contraditórias. Primeiro, alegou ter ido caçar na região da Serra Azul, mas depois afirmou ter dado apoio, em um veículo Palio, para resgatar os participantes do roubo na mineradora.
Autuado em flagrante por porte de munições de uso restrito e favorecimento real, Oziel teve direito a fazer uma ligação à família na delegacia, conforme previsto em lei. Contudo, quebrou seu aparelho celular, sendo agora autuado por fraude processual.
Considerando a gravidade dos fatos e o risco à ordem pública, a juíza determinou a prisão preventiva de Oziel para evitar novos crimes e garantir a segurança da comunidade. A medida foi justificada pela insuficiência de outras cautelas, especialmente diante do possível envolvimento do suspeito em outras investigações criminais.
Além da prisão, foi autorizada busca e apreensão em sua residência para encontrar possíveis armas e munições ilícitas, visando evitar o desaparecimento de provas.
Por fim, devido ao risco que sua permanência na função pública representaria à ordem pública, Oziel foi afastado de suas funções até nova decisão judicial.





















