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Credores rejeitam acordo com grupo que acumula dívida de R$ 633 milhões em MT

Técnico da Empaer, Natan Queiroz visitando produtor em Santo Antônio de Leverger - Foto por: Assessoria Seaf

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O Grupo Lermen fracassou na primeira tentativa de negociar suas dívidas milionárias durante audiência de mediação realizada no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC). O conglomerado empresarial, que atua nos setores do agronegócio, mineração, logística e transporte, tenta reestruturar um passivo que já chega a R$ 633 milhões.

Sem consenso entre as partes, a rodada de negociação terminou sem acordo com os principais credores. Diante do impasse, o grupo informou que seguirá tentando renegociar os débitos por meio de reuniões individuais com bancos e empresas fornecedoras, numa estratégia para evitar um pedido formal de recuperação judicial.

Participaram das tratativas grandes instituições financeiras, entre elas Itaú Unibanco, Santander Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Banco Safra, além de multinacionais ligadas ao agro, como John Deere, Syngenta, FMC e Sumitomo Chemical.

Na tentativa de justificar a crise financeira, o Grupo Lermen alegou que sofreu forte impacto após restrições de crédito impostas por bancos a partir de 2022, além de perdas causadas pela seca na safra 2023/2024. Segundo o grupo, os prejuízos climáticos teriam provocado perdas superiores a 400 mil sacas de soja.

O conglomerado também afirma ter enfrentado prejuízos internos ligados a um suposto esquema de desvio de grãos investigado na Operação Safra Desviada, deflagrada neste ano pelo Gaeco. Além disso, cita investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões na construção de um armazém como parte do desequilíbrio financeiro.

Durante a audiência, alguns credores já demonstraram resistência à continuidade das negociações coletivas. Entre eles estão a São Pedro Agropecuária e o Bradesco, que informaram oficialmente não ter interesse em permanecer no procedimento de mediação multipartes. As novas audiências individuais devem ocorrer nas próximas semanas.

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