A deputada Janaína Riva (MDB) concorda com a indicação do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União) para comandar a Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR) neste ano de 2025. Ele esteve oito anos à frente da presidência da Mesa Diretora.
Segundo Janaina, “tudo indica” que Botelho assumirá a presidência da comissão responsável pela análise da constitucionalidade de projetos de lei. No entanto, ele pode ter como oponente o deputado Diego Guimarães (Republicanos), atual vice-presidente da comissão, que já demonstrou interesse em assumir o cargo.
“Com a formação dos blocos, a gente preenche a vaga que faltava na Comissão, que é a vaga da União do Brasil, que segundo me disseram hoje vai ser indicado pelo deputado Eduardo Botelho. Então o deputado Eduardo Botelho vem para a Comissão também, o que eu acho muito bom, porque ele já vai ser o presidente também da CCJ, tudo indica que seja”, disse Janaina nesta segunda-feira.
Botelho, agora fora da Mesa Diretora, busca a presidência da CCJ, a comissão mais importante da Casa, atualmente comandada pelo deputado Júlio Campos (UNIÃO). De acordo com Janaina, há um consenso na Casa de que o deputado que faz parte da Mesa Diretora não deve assumir a presidência de nenhuma comissão.
O objetivo, segundo ela, é dar prioridade aos colegas que não são líderes e que não estão contemplados pela Mesa.
“Esses devem ter prioridade para presidir comissões. Esses deputados que não estão contemplados em nenhuma dessas formas, eles têm que ser prioridade máxima para serem presidentes. Acho que fica mais dinâmico, fica mais democrático e para Casa também vai funcionar melhor, empoderando também um pouquinho mais cada um dos outros parlamentares que nunca tiveram, alguns nunca tiveram a oportunidade de ser presidente de comissão”, afirmou Janaina.
Quando questionada sobre seu interesse em assumir a presidência de alguma comissão, Janaina disse que seu foco atual é dedicar mais atenção e ênfase ao trabalho no interior do estado. Ela explicou que a presidência de comissões exige muito tempo e, por isso, preferiu não assumir nenhuma.
“Quero poder rodar um pouquinho mais o estado e eu vejo que o deputado fica comprometido ali, é exemplo do que aconteceu com o Júlio Campos ano passado na CCJ, ele tem que estar com esse compromisso diário ali”, contou.
“Isso compromete um pouco meus afazeres. Eu não quero assumir e não tocar depois. Tem comissão aqui que sequer teve uma reunião presencial, então isso também está sendo abordado. A ausência dos deputados nas comissões e esses deputados também não vão ter prioridade para participar dos blocos, porque tem muita briga na hora de formar comissão. Depois, para participar, ninguém quer participar”, finalizou.


















