As medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar, foram criticadas pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), como perseguição política que pode agravar a instabilidade jurídica e econômica do Brasil, em declaração dada nesta sexta-feira (18). Ele alertou para impactos no Congresso e na economia, comparando o caso a medidas que levaram ao colapso na Venezuela.
Brunini questionou a proporcionalidade das medidas. “Ao meu entendimento, isso é apenas uma perseguição política. Se for motivado pelo posicionamento do presidente americano, Donald Trump, isso demonstra mais ainda que as ações não são via processual, mas sim por posicionamento político”, disse. Ele destacou os riscos econômicos. “Esse tipo de medida só aumenta a instabilidade política do nosso país, eleva a tensão no Congresso, aumenta a insegurança jurídica e isso vai trazer repercussões na economia”, afirmou.
O prefeito considerou a tornozeleira desproporcional. “O próprio Bolsonaro está se dispondo o tempo todo, participando, indo ao Supremo, acompanhando o processo. Essas medidas são excessos, que não deveriam ter sido cometidos nesse momento”, declarou. Ele também defendeu a influência de Bolsonaro. “A voz do Bolsonaro não será silenciada, ainda que o prendam. Nem a prisão vai silenciar seu posicionamento político. Muito pelo contrário, vai aumentar as tensões”, completou.
A operação da Polícia Federal, autorizada pelo STF com aval da Procuradoria-Geral da República, cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, que também está proibido de contatar autoridades estrangeiras e frequentar embaixadas. A decisão será analisada pela Primeira Turma do STF em Plenário Virtual, em meio a investigações sobre suposta tentativa de coação ao Supremo com articulação internacional.
















