A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção de dois idosos investigados pela morte da jovem Julia Vitória do Prado da Silva de 20 anos, em Tapurah, .433 km a Médio-Norte de Cuiabá. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no domingo (13). Os suspeitos, Alair Ferreira de Lima, de 75 anos, e Hedio Antonio Machado, de 66, foram autuados após a morte de Julia.
Na mesma decisão, o juiz responsável pelo caso também negou o pedido da defesa para que o processo tramitasse em segredo de justiça.
De acordo com o magistrado, há indícios consistentes de autoria e materialidade do crime. Conforme o relatório policial, a vítima foi atingida por diversos golpes na cabeça com um objeto contundente e, mesmo já caída, ainda sofreu novos ataques. Também foi constatada perfuração na região entre o pescoço e o ombro.
Para o juiz, a forma como o crime foi praticado demonstra elevado grau de violência. Ele destacou que a conduta apresentada vai além da gravidade comum do delito, indicando agressividade extrema na ação.
Ainda segundo a decisão, há elementos que apontam tentativa de ocultação do corpo, o que teria contado com a participação de um dos investigados. O magistrado entendeu que essa conduta reforça o risco de interferência nas investigações, caso os suspeitos fossem colocados em liberdade.
O pedido de liberdade provisória foi negado sob o argumento de que a prisão é necessária para garantir a ordem pública, diante da gravidade do caso.
Sobre a alegação de agressão durante a prisão, o juiz afirmou que os indícios apontam que as lesões ocorreram apenas durante a contenção dos suspeitos, sem caracterizar abuso policial.
A Justiça também rejeitou o pedido de sigilo do processo, entendendo que o caso não se enquadra nas hipóteses legais que justificariam a medida.





















