A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga se o corpo localizado em um córrego, no bairro Despraiado, em Cuiabá, na tarde desta quarta-feira (22), pertence a um dos cinco trabalhadores maranhenses desaparecidos há 12 dias. A informação foi confirmada pelo delegado Nilson Farias, responsável pelo inquérito.
De acordo com Farias, o corpo será submetido a uma perícia no Instituto Médico Legal (IML) para determinar se há sinais de homicídio ou se a causa da morte foi um afogamento.
“Vamos deixar a carga do IML no momento da necropsia se ela for compatível com homicídio pretérito ou não, porque podemos ter aqui um caso de afogamento onde esse indivíduo foi arrastado, o que explica as micro lesões que possuem. Mas também existe a possibilidade de homicídio, tendo em vista que na parte do pescoço há uma lesão não compatível com afogamento”, afirmou o delegado.
A vítima, cujo corpo apresentou sinais de experiência, será evidenciada quanto à compatibilidade com características dos desaparecidos, como vestimentas e cor da pele.
“Nós também temos cinco maranhenses desaparecidos e faremos o confronto para poder verificar se é um deles. Vai ser feita uma busca no setor de desaparecidos para verificar compatibilidade”, acrescentou Farias.
Desaparecimento
Os trabalhadores maranhenses Diego de Sales Santos, 22 anos; Wallison da Silva Mendes, 21; Wermison dos Santos Silva, 21; Mefibozete Pereira da Solidão, 25; e Walyson da Silva Mendes, 25 anos, chegaram ao Mato Grosso para trabalhar, mas desapareceram no bairro Jardim Primavera, em Várzea Grande. O caso é investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil desde o dia 9 de janeiro, quando os cinco pararam de dar notícias.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo proprietário da empresa que os contratou, o grupo desembarcou em um posto de combustíveis na Rodovia dos Imigrantes e atravessou para um alojamento em Várzea Grande. No dia seguinte, ao buscá-los para iniciar os trabalhos, o empresário constatou que eles não estavam no local. Desde então, as tentativas de contato por telefone e mensagens não tiveram sucesso.
A Polícia Civil suspeita que os desaparecidos possam ter sido presos por membros de uma facção criminosa, uma das linhas de investigação do caso. Informações que podem ajudar na localização dos trabalhadores podem ser enviadas para os números (65) 197 ou (65) 98173-0565.


















