Em um vídeo divulgado no Instagram, o defensor afirmou que o julgamento reconheceu que o investigador não teve intenção de matar, destacando que a decisão também pode influenciar na situação funcional do policial civil.
“Os jurados entenderam que não houve dolo. Isso muda inclusive os reflexos administrativos do caso”, declarou Dalledone enquanto conversava e abraçava o investigador após o encerramento do júri.
O julgamento foi concluído na noite de quinta-feira (14), após três dias de debates no Fórum de Cuiabá. Durante a sessão, os jurados decidiram desclassificar a acusação de homicídio doloso — quando há intenção de matar — para homicídio culposo, quando a morte ocorre sem intenção.
Com a decisão, o juiz Marcos Faleiros determinou pena de dois anos de detenção em regime aberto, substituída por medidas restritivas de direitos. O magistrado também revogou as medidas cautelares que haviam sido impostas ao investigador, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins recorreu da decisão logo após a leitura da sentença.
Thiago de Souza Ruiz foi morto a tiros em 2023, durante uma confusão em uma conveniência de Cuiabá. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso e foi acompanhado de perto por familiares, representantes das forças de segurança e membros do Judiciário.



















