O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) voltou a defender a retirada do nome de sua filha, Raquel Cattani, da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A declaração foi feita após o presidente da Casa, Max Russi (Podemos), pedir em plenário que a proposta não tivesse andamento.
Mesmo diante do posicionamento de Russi, Cattani afirmou que mantém a decisão expressa no documento protocolado. Segundo ele, a iniciativa foi uma forma de protesto após declarações do deputado Valdir Barranco (PT), que, na avaliação do parlamentar, atingiram a memória de sua filha.
Cattani criticou o fato de Barranco ter citado o caso de Raquel durante discussões sobre um projeto de lei que trata do porte de arma de fogo para mulheres com medida protetiva. Para o deputado, a fala representou uma tentativa de descredibilizar a proposta e expôs a memória da jovem de maneira injusta.
O parlamentar também afirmou que o episódio ocorreu sem qualquer manifestação da Procuradoria da Mulher, apesar de Barranco ocupar o cargo de subprocurador do órgão. Segundo ele, o pedido de retirada do nome foi a única forma encontrada para demonstrar indignação diante da situação.
Durante coletiva realizada nesta quarta-feira (13), Cattani elogiou a postura adotada por Max no plenário e reconheceu o direito do presidente da Assembleia de se posicionar contra a medida. Ainda assim, reforçou que considerou necessário formalizar o protesto em defesa da memória da filha.

















