O deputado estadual Carlos Avallone, presidente do PSDB em Mato Grosso, criticou a movimentação de pré-candidatos em busca de novas siglas após a destituição da diretoria do PRD no estado. Segundo ele, a troca de partidos por interesse eleitoral compromete a credibilidade do sistema político.
Para Avallone, a prática recorrente de mudança de legenda às vésperas das eleições gera instabilidade e enfraquece as estruturas partidárias.
“Eu acredito que a partir desta eleição os partidos terão mais valor. Porque enquanto o partido for negociado, enquanto o partido for trocado de última hora, isso causa transtornos de todos os lados”, afirmou.
Apesar de reconhecer o aumento da procura pelo PSDB, o parlamentar deixou claro que a legenda não funcionará como alternativa automática para quem busca viabilizar candidatura.
“Eu fico feliz do PSDB ter uma postura importante, mas não vai ser porta escancarada. Todo mundo que chega passa por um colegiado, que decide se aprova ou não”, explicou.
O deputado também destacou que há compromisso com filiados antigos e criticou a substituição de nomes com base apenas no potencial eleitoral.
“Não é justo que companheiros que acreditaram no partido desde o começo sejam tratados como sobra ou trocados por alguém que tem mais voto. Não é isso mais a questão”, pontuou.
Com número limitado de vagas, o PSDB enfrenta um cenário de disputa interna para composição da chapa. Segundo Avallone, o partido está próximo do limite permitido.
“Eu já estou com 14, talvez 15 candidatos homens, sendo que o limite é 17. Para entrar alguém, teria que sair outro”, disse.
O parlamentar ainda relacionou o aumento da movimentação política à desorganização de outras siglas, citando diretamente o impacto da crise no PRD, anteriormente liderado por Mauro Carvalho.
“Quando uma estrutura partidária como a do PRD, que estava muito bem conduzida pelo Mauro Carvalho, é desmontada, você causa transtorno no futuro da vida de muitas pessoas”, concluiu.


















