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Antonio Joaquim já admite a possibilidade de sair da disputa ao Governo

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Ainda aguardando a sua aposentadoria, que está em compasso de espera no Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso e conselheiro afastado das funções Antônio Joaquim deu um ultimato nesta terça-feira: se até o dia 20 de fevereiro o STF não se manifestar sobre sua aposentadoria abandona o projeto de disputar o Governo do Estado pelo PTB nas eleições deste ano.

Antonio Joaquim espera que no dia 20 de fevereiro acontece a 2ª sessão do ano da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ocasião em que deve ser colocado em apreciação o pedido de aposentadoria de Joaquim da Corte de Contas. Ele está afastado do TCE desde a deflagração da Operação Malebolge.

“No dia 6 de fevereiro acontece a 1ª sessão do STF, no dia 20 será realizada a segunda sessão. Se não julgarem o processo nessas duas primeiras, considero que não querem julgar e aí retiro minha pré-candidatura”, disse o conselheiro afastado.

“Posso aguardar até abril – que é o prazo legal – para me filiar e quem sabe disputar alguma coisa. Mas aí, tenho a consciência de que esse espaço, de fevereiro a abril, já estará sendo utilizado para que nosso grupo, de oposição ao atual Governo, trabalhe uma candidatura”, afirmou.

Mas, apesar de admitir desistir da disputa ao governo do Estado, Antônio Joaquim garante que vai participar ativamente do processo eleitoral, ainda que não seja na condição de candidato ao Governo.

“Estarei no jogo. Seja como candidato, como dirigente partidário, como cabo eleitoral. Estou pronto, destemido, sem medo de ameaças ou dossiês”, disse o conselheiro, que cita o nome do senador Wellington Fagundes (PR) como forte candidato.

Ainda conforme Joaquim, os principais nomes da oposição no Estado devem se reunir no dia 23 de fevereiro para definir o caminho para as eleições deste ano.

Lideram esse encontro, segundo ele, o presidente do MDB em Mato Grosso, deputado federal Carlos Bezerra, o prefeito de Cuiabá Emnauel Pinheiro (MDB), o ex-prefeito de Cuiabá e presidente do PTB, Chico Galindo, o senador Wellington Fagundes (PR) e o deputado federal e presidente do PP no Estado, Ezequiel Fonseca.

“Até em respeito a essa questão do julgamento pelo STF, essas pessoas deixaram pré-agendada essa reunião para o dia 23 de fevereiro. Eles não podem ficar me esperando. A partir desta data, com ou sem minha candidatura, o grupo de oposição começará a efetivar a candidatura”, concluiu.

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