O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu a acusação do Conselho Regional de Medicina (CRM), que divulgou a informação de que uma mulher que morreu após ser atendida em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Tijucal, em Cuiabá, teria buscado primeiro a unidade devido a um suposto estímulo do prefeito para que a população procurasse as UBSs, em vez das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que são mais capacitadas para atender casos de urgência e gravidade.
O prefeito esclareceu que a paciente procurou atendimento inicialmente em uma UPA, foi medicada e, três dias depois, foi até uma UBS, de onde foi transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde, infelizmente, veio a falecer.
“Nós vamos abrir uma investigação sobre esse caso. Se o Conselho de Medicina quiser participar da investigação, ele também tem o poder de fazê-lo. Eles podem investigar o caso. É importante deixar claro que a paciente não morreu na Unidade Básica de Saúde. A paciente não buscou o primeiro atendimento na UBS, ela buscou atendimento na UPA e, depois de três dias, foi à UBS”, declarou Abilio em coletiva à imprensa nesta sexta-feira (31).
A secretária de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Barboza Sampaio, explicou que a paciente procurou o segundo atendimento na UBS porque essa unidade era mais próxima de sua residência.
“Ela foi atendida e o médico identificou a necessidade de administrar medicação naquele momento. Não havendo a evolução esperada, ele optou por transferi-la para um local que considerava mais adequado. Por sua decisão, o médico acionou o Samu, que levou a paciente para o HMC, onde ela foi internada em um leito de UTI, permaneceu por 24 horas e, infelizmente, veio a óbito devido a outras causas”, disse a secretária.
Lúcia Helena afirmou ainda que a Secretaria Municipal de Saúde fornecerá todas as informações necessárias para esclarecer o caso.
“A Secretaria está aberta e transparente, e as pessoas que tiverem direito legal poderão acessar os prontuários, os atendimentos e tudo o que foi feito neste episódio”, afirmou.
O prefeito acredita que o CRM tenha sido induzido ao erro ao divulgar essas informações.
“Eu não sei quem orientou o CRM ou induziu essa informação, mas o histórico da paciente demonstra que ela foi à UPA no dia 21 e à UBS no dia 24. Ela foi encaminhada ao HMC, onde ficou internada na UTI e, após 24 horas, faleceu”, concluiu.



















