O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (PSB) não gostou nenhum pouco do que ouviu na reunião da última sexta-feira com o governador Pedro Taques (PSDB), quando, ao lado dos dirigentes de outros Poderes foi conversar sobre o pagamento dos duodécimos atrasados. Na ocasião, o governador além de não confirmar data para pagamento, ainda pediu que os Poderes liberem 20% do que tem para receber para ajudar o governo a saldar dívidas com bancos internacionais.
Ao participar de uma visita a obras do novo Pronto Socorro de Cuiabá, Eduardo Botelho disse que a conversa com o governador foi muito frustrante. Segundo ele, os Poderes foram cobrar uma dívida e ainda tiveram de ouvir uma proposta de doar 20% do que tem direito.
“É aquela velha história. Você vai cobrar uma pessoa e acaba tirando dinheiro do bolso e dando para ela”, afirmou Botelho;
Ao todo, o Estado tem um débito de R$ 197 milhões com os poderes e órgãos constitucionais. Ao longo de janeiro já foram pagos R$ 65 milhões do que ficou remanescente de 2017.
Em março o governo vai pagar mais uma parcela de U$ 32 milhões com o Bank of America, contraídos na gestão passada. Convertendo os valores com a cotação atual o que dá mais de R$ 100 milhões.
“O Governo vai fazer uma contenção no custeio dos poderes. Ele vai tirar 20% durante quatro meses e não vai pagar o custeio de janeiro. Então ficaria o custeio de janeiro, 20% de fevereiro, 20% de março e 20% de abril”, afirmou Botelho.
O governador Pedro Taques teria prometido, no entanto, que a partir de maio o valor passa a ser devolvido de forma gradativa.
“A partir de maio, ele começa a recompor isso para os poderes para até o final do ano estar tudo devolvidodentro dessa legislatura”, afirmou.
Para Botelho, o acordo não é bom, mas não há muito o que fazer diante da crise econômica.
“Esse é o acordo e é uma proposta que não é boa para nós, mas é o que dá pra fazer, então a única coisa que nós esperamos agora é que seja cumprida a recomposição a partir de maio, senão complica muito para os poderes”.
Pouco depois em um programa de TV, Eduardo Botelho voltou a retrucar o governador na questão do pagamento dos duodécimos lembrando que Mato Grosso bateu recorde de venda de grãos, principalmente para Ásia e Europa. “Batemos recorde na produção e venda de grãos. Cadê o dinheiro? Como explicar isso”, alfinetou.


















