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CNJ prorroga processo disciplinar contra juiz que confiscou celular de advogado assassinado

Entre os apontamentos feitos pelo Conselho está o fato de Wladymir Perri ter confiscado o telefone celular da vítima e negado às partes acesso ao material armazenado no aparelho
FOTO: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prorrogou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em 2025, que investiga a conduta do ex-titular da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Wladymir Perri, na condução do inquérito sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri. A decisão foi tomada durante sessão virtual encerrada na terça-feira, 30 de junho.

O magistrado responde a procedimento por supostas infrações disciplinares relacionadas à condução e ao acautelamento de provas no inquérito que apura o homicídio de Zampieri. Entre os fatos investigados estão possível desvio de função, violação da Súmula Vinculante nº 14 e decretação de sigilo.

Entre os apontamentos feitos pelo Conselho está o fato de o magistrado ter confiscado o telefone celular da vítima e negado às partes acesso ao material armazenado no aparelho. O juiz também é investigado por supostamente ter rompido lacres de envelopes contendo provas sem a presença da defesa.

O CNJ destaca que as condutas atribuídas ao magistrado são graves e justificam o aprofundamento da apuração. O órgão afirma haver indícios de quebra da cadeia de custódia das provas.

Em sua defesa, Perri sustentou que recolheu o celular e demais elementos probatórios com o objetivo de preservar a identidade da vítima e resguardar a investigação.

Roberto Zampieri foi executado com dez disparos de arma de fogo em frente ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, em dezembro de 2023. Durante as investigações, a Polícia Federal encontrou no celular do advogado conversas com empresários, desembargadores e com o lobista Andreson Gonçalves, apontado como intermediador da suposta compra de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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