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Pivetta mira 60 mil casas e culpa passivo no setor de construção que fizeram Estado herdar 12 mil obras abandonadas

O cenário citado pelo governador remete ao período em que Mato Grosso foi comandado pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), cujo mandato terminou em 2018. Taques é atualmente pré-candidato ao Senado
Crédito - Mayke Toscano/Secom-MT

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, nessa terça-feira (30/6), que Mato Grosso pretende viabilizar a construção de 60 mil casas populares nos próximos quatro anos. A meta, segundo ele, só passou a ser estruturada após o Estado aplicar recursos para tentar concluir 12 mil unidades habitacionais que haviam sido abandonadas por empreiteiras.

A declaração foi dada durante a entrega de casas populares em Várzea Grande. Pivetta disse que a atual gestão encontrou um passivo no setor da construção civil, com obras paralisadas e empresas sem capacidade de concluir os contratos.

O cenário citado pelo governador remete ao período em que Mato Grosso foi comandado pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), cujo mandato terminou em 2018. Taques é atualmente pré-candidato ao Senado.

“Tinha um apagão nas construtoras. A maioria delas tinha quebrado, com mil obras paralisadas no estado de Mato Grosso”, afirmou Pivetta.

Segundo o governador, diante desse quadro, a administração estadual decidiu aportar recursos para concluir moradias que já estavam em andamento, mas haviam sido deixadas pelas construtoras.

“Nós decidimos aportar recursos para terminar aquelas 12 mil casas que estavam começadas, que as construtoras tinham abandonado os canteiros”, declarou.

A ampliação do programa habitacional também ocorre em meio à demanda social por moradia e aos índices de violência contra mulheres em Mato Grosso. De acordo com Pivetta, cerca de 65% dos contratos liberados recentemente pela Caixa Econômica Federal foram destinados a mulheres e mães solteiras.

Em junho, segundo o governador, foram 1,5 mil assinaturas de contratos habitacionais. A estratégia do Governo é associar a política de moradia à rede de proteção social, com foco em mulheres que buscam romper a dependência financeira de agressores.

Para facilitar o acesso aos imóveis populares, o Tesouro Estadual faz aportes de até R$ 35 mil por unidade. O valor é usado para reduzir a entrada das famílias de baixa renda.

O avanço da política habitacional ocorre em um cenário de números elevados de violência de gênero. Mato Grosso soma 23 feminicídios em 2026, conforme dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Somente em junho, até o momento, o levantamento aponta cinco mortes classificadas como feminicídio no estado.

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