A Justiça de Mato Grosso determinou a prisão preventiva do policial civil aposentado Luciano Testa, acusado de agredir um idoso de 62 anos dentro do elevador de um condomínio residencial em Cuiabá. A decisão foi proferida nesta terça-feira (23) pela 14ª Vara Criminal da Capital, após pedido apresentado pela 27ª Promotoria de Justiça Criminal.
Conforme o Ministério Público Estadual (MPMT), a medida foi adotada para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e assegurar o cumprimento da lei penal. Além da prisão, permanecem em vigor as medidas cautelares que já haviam sido impostas anteriormente pela Justiça.
De acordo com a investigação, o episódio ocorreu no dia 11 de junho deste ano e teria sido precedido por uma série de desentendimentos entre o investigado e a vítima. O Ministério Público aponta que ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025 teriam evoluído para a agressão física registrada pelas câmeras de segurança do prédio.
As imagens mostram o momento em que o aposentado desfere socos e chutes contra o morador, mesmo após ele cair no chão. A esposa da vítima, de 59 anos, que tentou interromper as agressões, também teria sido atacada e alvo de importunação sexual, segundo o procedimento investigativo.
Ainda conforme o MPMT, o acusado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi encontrado em duas tentativas de intimação judicial. Para o órgão, esses fatores demonstram risco de evasão e eventual descumprimento de determinações judiciais.
O Ministério Público também destacou que o investigado possui treinamento policial e possível acesso a armamentos, circunstâncias que aumentariam o risco à integridade das vítimas e testemunhas. Outro fator considerado foi o fato de acusado e vítimas residirem no mesmo condomínio, o que poderia favorecer novos confrontos.
Na decisão, o juiz João Bosco Soares da Silva entendeu que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade dos fatos, do histórico de conflitos entre as partes e da possibilidade de reiteração das condutas investigadas.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), que apura os crimes de lesão corporal, injúria e importunação sexual.




















