A Justiça manteve a prisão de Valquíria Aires Farias, de 25 anos, detida durante a Operação Degelo, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes pela internet. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na última sexta-feira (12), quando foi validado o cumprimento do mandado expedido pela Justiça do Distrito Federal.
Valquíria foi presa em Cuiabá na quinta-feira (11), em uma ação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) de Mato Grosso. Ela é apontada como integrante de um grupo que atuava na clonagem de anúncios de eletrodomésticos publicados em plataformas de compra e venda online.
Durante a audiência, a investigada relatou possuir problemas de saúde e informou que não sofreu qualquer tipo de agressão no momento da prisão. O Ministério Público se manifestou favoravelmente à manutenção da ordem judicial e solicitou apenas a comunicação ao juízo responsável pelo mandado para adoção das medidas cabíveis.
A defesa pediu que a suspeita permanecesse em Cuiabá, alegando que ela possui residência fixa, atividade profissional e é responsável pelo sustento do filho. No entanto, a magistrada entendeu que a prisão ocorreu dentro da legalidade e manteve a decisão judicial.
Segundo as investigações, os criminosos copiavam anúncios legítimos de eletrodomésticos usados, principalmente geladeiras, preservando as características e imagens dos produtos, mas alterando os dados de contato dos vendedores. As vítimas acreditavam estar negociando com os proprietários verdadeiros e realizavam transferências via Pix. Somente ao tentarem retirar os produtos descobriam que haviam sido enganadas e que o vendedor original não havia recebido qualquer pagamento.
A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos do Distrito Federal já identificou ao menos 56 ocorrências relacionadas ao esquema, embora a polícia trabalhe com a hipótese de que o número de vítimas seja ainda maior.
Valquíria foi indiciada pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. Caso seja condenada, as penas somadas podem chegar a 11 anos de prisão.





















