Pré-candidato ao Senado pelo Avante, Antônio Galvan ainda não definiu quem será seu companheiro de chapa na disputa pelas duas vagas que estarão em jogo em Mato Grosso nas eleições deste ano. Embora mantenha conversas com diferentes partidos e lideranças políticas, a legenda não descarta a possibilidade de lançar uma candidatura em chapa pura.
Segundo apuração, o Avante trabalha atualmente com pelo menos três nomes considerados viáveis internamente para formar uma dobradinha ao Senado. Ao mesmo tempo, dirigentes do partido mantêm diálogo com siglas como Podemos, Republicanos e outras legendas de menor porte na tentativa de construir uma aliança eleitoral.
Apesar das tratativas, a definição sobre a composição da chapa deve ocorrer apenas mais próximo do período das convenções partidárias, quando serão oficializadas as candidaturas e coligações para o pleito.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que a busca por um parceiro de chapa tem sido dificultada pela intenção do partido de manter alinhamento com lideranças identificadas com o campo conservador e o chamado “bolsonarismo raiz”. Ainda assim, as negociações seguem abertas.
Galvan, por sua vez, demonstra tranquilidade diante da possibilidade de disputar a eleição sem um segundo nome ao seu lado. A estratégia não seria inédita. Em 2022, quando concorreu ao Senado pelo PTB, o produtor rural também participou da disputa sem formar uma dobradinha competitiva.
Enquanto a definição da chapa majoritária avança em ritmo mais lento, a principal prioridade do Avante neste momento é a montagem de uma nominata forte para a Câmara dos Deputados. A legenda já conta com cerca de 12 pré-candidatos, incluindo o percentual mínimo de mulheres exigido pela legislação eleitoral, e acredita que conseguirá concluir a formação da chapa sem maiores dificuldades.
Galvan ingressou oficialmente no Avante em março deste ano. Na mesma cerimônia de filiação, sua esposa, Paula Boaventura, também passou a integrar os quadros da sigla.
A mudança partidária ocorreu após um rompimento com o Democracia Cristã (DC), legenda da qual era um dos principais articuladores em Mato Grosso. Segundo Galvan, sua saída foi motivada por uma decisão da direção nacional do partido que inviabilizou seu projeto de disputar uma vaga no Senado.
De acordo com o ex-presidente da Aprosoja, o presidente nacional do DC, João Caldas, teria comunicado que sua permanência na legenda estaria condicionada à disputa por uma cadeira na Câmara Federal ou à aceitação da condição de primeiro suplente em uma eventual chapa ao Senado liderada pela deputada estadual Janaina Riva.
Sem acordo, Galvan optou por deixar a sigla e buscar abrigo no Avante, onde passou a liderar o projeto eleitoral do partido para a disputa ao Senado em Mato Grosso.



















