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Ilde Taques critica mudança na data da eleição da Câmara, mas diz que seguirá decisão do grupo

Pré-candidato à presidência da Casa afirma que é contrário à alteração proposta por vereadores, mas ressalta que posição final será definida em conjunto com aliados

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O vereador Ilde Taques (Podemos), pré-candidato à presidência da Câmara de Cuiabá, afirmou que ainda não houve discussão dentro do grupo que apoia sua candidatura sobre a proposta que altera a data da eleição da Mesa Diretora da Casa. Segundo ele, a mudança foi apresentada sem que houvesse um alinhamento prévio entre os integrantes da chapa.

“Até o momento não foi discutido com o nosso bloco de vereadores que compõe a nossa chapa. Fiquei sabendo dessa reunião que aconteceu ontem, mas nós ainda não chegamos nesse entendimento de mudar o dia da eleição”, declarou.

Apesar de reconhecer que a proposta já reúne apoio expressivo entre os parlamentares, Taques se posicionou contra a alteração das regras às vésperas do pleito interno. O vereador comparou a discussão ao debate sobre reeleição e defendeu a manutenção do cenário atual.

“Eu entendo que tem que deixar o jogo do jeito que está. Como eu sou contra a mudança no regimento para a reeleição, eu também sou contra mudar a data agora na véspera. Mas é a vontade da grande maioria, precisa de dois terços”, afirmou.

Mesmo com a posição pessoal contrária, o parlamentar destacou que a definição será construída coletivamente dentro do grupo político que o apoia.

“Eu não posso pensar só por mim. Nós temos um grupo de vereadores e eu vou conversar com eles. Se a maioria entender que tem que mudar, a gente vai mudar; se a maioria entender que tem que permanecer, a gente vai permanecer”, disse.

Questionado sobre eventuais riscos jurídicos envolvendo a eleição da Mesa Diretora, diante de precedentes recentes como a anulação do processo em Várzea Grande, Taques afirmou que o tema ainda precisa ser amplamente debatido.

“Eu não posso adiantar o que vai acontecer. A eleição da Mesa na Câmara acontece desde 2010. Então, se alguém depois achar que tem que judicializar ou procurar os direitos, faz parte do processo”, pontuou.

Sobre a possibilidade de questionamentos na Justiça, o vereador destacou que não há consenso entre especialistas.

“Alguns juristas falam que pode ter uma ação nula, outros falam que não. Então, a gente ainda vai discutir muito sobre esse tema”, concluiu.

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