A corrida pelo Governo de Mato Grosso ganhou um novo ingrediente: o avanço consistente do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (2/6) mostra que o republicano reduziu em 15 pontos percentuais a vantagem que o senador Wellington Fagundes (PL) mantinha sobre ele desde novembro do ano passado.
No cenário estimulado sem a presença do senador Jayme Campos (União Brasil), Wellington continua liderando, mas vê sua dianteira encolher à medida que Pivetta cresce. Em novembro, a diferença entre os dois era de 26 pontos percentuais. Sete meses depois, caiu para apenas 11.
Os números revelam uma trajetória inversa dos principais concorrentes. Wellington saiu de 44% para 40% das intenções de voto no período. Já Pivetta saltou de 18% para 29%, registrando o maior crescimento entre todos os nomes avaliados pelo instituto. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) também avançou, passando de 6% para 16%.
A evolução dos levantamentos indica que o governador vem consolidando espaço eleitoral e transformando uma disputa que parecia amplamente favorável ao senador em uma corrida cada vez mais competitiva. Em março, Wellington aparecia com 43%, contra 25% de Pivetta. Agora, a diferença diminuiu novamente, reforçando a tendência de aproximação.
O movimento também aparece nas simulações de segundo turno. Em março, Wellington venceria Pivetta por 47% a 29%, uma vantagem de 18 pontos. Na pesquisa divulgada agora, o placar é de 44% a 35%, reduzindo a distância para apenas nove pontos percentuais.
Os números são observados com atenção por lideranças políticas porque ocorrem em um momento em que o grupo governista trabalha para transformar a popularidade da gestão estadual em capital eleitoral para a sucessão de 2026. O desempenho de Pivetta sugere que parte desse objetivo começa a se refletir nas pesquisas.
No cenário mais amplo, com a inclusão de Jayme Campos, Wellington lidera com 35%, seguido por Jayme, com 23%, e Pivetta, com 19%. Natasha aparece com 10%, enquanto Rafael Milas soma 2% e Marcelo Maluf, 1%.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre os dias 30 de maio e 1º de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-01755/2026.

















