A deputada federal Erika Hilton afirmou que o Brasil vive uma grave crise de violência contra a população LGBTQIA+ e cobrou ações efetivas das instituições durante webinar promovido pelo Ministério Público de Mato Grosso nesta quinta-feira (21).
Durante a palestra “Letramento LGBTQIA+: por que as instituições precisam entender para agir”, a parlamentar destacou que pessoas LGBTQIA+ seguem sendo vítimas diárias de agressões, estupros, expulsões familiares e assassinatos em todo o país.
“Quando nós falamos que o Brasil é o primeiro país do mundo que mais mata pessoas LGBTQIA+, não estamos fazendo algo simplesmente retórico. Estamos dizendo que existem pessoas sendo violentadas diariamente”, afirmou.
O evento virtual marcou o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia e reuniu representantes do Sistema de Justiça, forças de segurança e sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento à violência e promoção de direitos.
Erika Hilton também criticou o que classificou como naturalização da violência contra a comunidade LGBTQIA+ e afirmou que o debate não se trata de ideologia política, mas de defesa da dignidade humana.
“Nosso compromisso deve ser com a defesa da vida. O ódio não pode continuar existindo entre nós”, declarou.
A deputada ainda relatou episódios pessoais de violência e exclusão familiar provocados pelo preconceito, além de defender maior atuação do Estado na garantia de direitos básicos, como educação, segurança e cidadania para a população LGBTQIA+.
O webinar contou ainda com a participação do tenente-coronel Ricardo Bueno de Jesus, secretário do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia.
O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou que Mato Grosso registra índices alarmantes de violência contra pessoas LGBTQIA+, especialmente mulheres trans e travestis.
O Ministério Público reforçou que o encontro teve como objetivo ampliar o debate sobre igualdade, respeito à diversidade e fortalecimento de políticas públicas de combate à LGBTfobia.




















