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Justiça mantém ação contra PMs acusados de execuções em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso manteve a ação penal que investiga policiais militares da Rotam acusados de participar de execuções e de forjar confrontos em Cuiabá. A decisão é da juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal da Capital, que rejeitou pedidos para trancar o processo.

O caso apura a morte de quatro pessoas e a tentativa de homicídio de uma quinta vítima, ocorridas em junho de 2020, na MT-351, conhecida como Estrada do Manso. Segundo o Ministério Público Estadual, os policiais teriam montado uma emboscada após atrair supostos envolvidos em roubos para o local.

As investigações apontam que as vítimas foram abordadas por equipes da Rotam e atingidas por mais de 100 disparos. Laudos periciais indicaram tiros a curta distância, o que, conforme a investigação, enfraquece a versão de confronto armado apresentada pelos envolvidos.

Ao todo, 16 pessoas respondem pelos crimes, entre policiais militares e um civil apontado como responsável por atrair as vítimas. A magistrada também autorizou o depoimento antecipado de um dos acusados, que atualmente integra programa de proteção a testemunhas.

A Operação Simulacrum foi deflagrada pela Polícia Civil em 2022 e investiga um suposto grupo de extermínio ligado a mortes ocorridas em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo o Ministério Público, o esquema pode ter relação com pelo menos 24 homicídios e outras tentativas de assassinato no Estado.

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