O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão preventiva do corretor de imóveis Bruno Pianesso Silva de Oliveira, acusado de tentar matar a ex-companheira e colocar em risco a vida do enteado de 7 anos durante um ataque a tiros em Sorriso.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu após o fim do relacionamento. Inconformado com a separação, o suspeito teria ameaçado a mulher e, horas depois, tentado impedir que ela deixasse a residência com os filhos. Quando a vítima entrou no carro para fugir, Bruno apareceu armado e efetuou vários disparos contra o veículo. Um dos tiros atingiu a mulher na região do tórax. Mesmo ferida, ela conseguiu dirigir até uma unidade de saúde em busca de socorro.
Na decisão, o ministro destacou a gravidade da ocorrência e afirmou que há risco concreto à ordem pública e à integridade das vítimas. O STJ também levou em consideração o fato de o acusado possuir registros anteriores relacionados à violência doméstica, além de ser CAC — colecionador, atirador e caçador — com acesso a armas e munições.
A defesa alegou que o corretor se apresentou espontaneamente à polícia, entregou a arma usada no crime e pediu substituição da prisão por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica e proibição de contato com a vítima. Os argumentos, porém, foram rejeitados pelo magistrado, que considerou insuficientes as medidas alternativas diante da gravidade dos fatos.
O Ministério Público sustenta ainda que o acusado assumiu o risco de atingir também a criança ao disparar repetidamente contra o carro onde ela estava. Além da tentativa de feminicídio e tentativa de homicídio qualificado, Bruno responde por ameaça no contexto de violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.



















