O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) se posicionou contra propostas que alteram a jornada de trabalho no país, especialmente o debate sobre o fim da escala 6×1. Para ele, qualquer tipo de padronização imposta reduz a liberdade de negociação entre empregado e empregador.
Segundo o parlamentar, o trabalhador deve ter autonomia para definir sua carga horária por meio de contrato, podendo ampliar o tempo de trabalho conforme sua necessidade. Ele argumenta que limitar a jornada pode impactar diretamente na renda e na dignidade do cidadão.
A proposta em discussão no Congresso prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com limite de oito horas diárias e dois dias de descanso remunerado. O tema está em tramitação desde 2024, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição, e voltou ao centro do debate após o envio de um projeto com urgência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cattani também criticou a ideia de reduzir a carga de trabalho sem alteração proporcional nos salários. Para ele, medidas desse tipo representam uma imposição que pode comprometer a sustentabilidade das empresas, que, segundo afirmou, dependem do lucro para se manterem ativas.
Dados recentes apontam que cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham atualmente na escala 6×1. Além disso, milhões de trabalhadores não recebem horas extras, o que indica jornadas prolongadas na prática. Em meio ao debate, países como Chile e Colômbia já avançam na redução gradual da jornada semanal, enquanto na Europa modelos com 40 horas ou menos já são predominantes.



















