O ex-secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, reagiu às declarações do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), e negou qualquer irregularidade na atuação das organizações sociais (OSs) durante sua gestão.
Max apontou suspeitas envolvendo contratos e processos licitatórios ligados às OSs. Segundo ele, haveria uma disputa de interesses no setor, além de possíveis dificuldades enfrentadas por parlamentares para acessar informações dentro da Secretaria de Saúde. O deputado também levantou questionamentos sobre editais com características que poderiam limitar a concorrência, afetando a transparência das seleções.
As declarações provocaram reação imediata do ex-secretário, que rebateu as críticas de forma contundente. Gilberto afirmou que não há qualquer irregularidade nos contratos firmados durante sua gestão e garantiu que todos os processos seguiram critérios legais e técnicos exigidos pela administração pública.
Ele destacou que o modelo de gestão por organizações sociais foi adotado com base em experiências já consolidadas em outros estados e argumentou que houve avanços na ampliação e na qualidade dos serviços de saúde. Segundo ele, a estrutura dos editais considerou a complexidade da gestão hospitalar e a necessidade de qualificação técnica das entidades, o que pode ser interpretado de maneira equivocada como restrição.
Sobre a transparência, o ex-secretário afirmou que todas as etapas dos processos foram devidamente publicadas e acompanhadas por órgãos de controle, incluindo tribunais de contas e o Ministério Público, além de passarem por fiscalização contínua.

















