A sequência recente de episódios envolvendo o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, passou a refletir diretamente na presença de torcedores nos jogos da equipe. Na última quarta-feira (22) o clube registrou seu menor público na Série B de 2026, com 1.278 pessoas na Arena Pantanal, na partida contra o Botafogo-SP.
Os números mostram uma queda gradual na participação do público nas primeiras rodadas da competição. Contra o Ceará, o público foi de 2.195 torcedores. Na estreia, diante do Sport, o registro foi de 3.211 presentes. A redução coincide com o aumento das tensões entre parte da torcida e a diretoria do clube.
Outro fator relevante foi a ausência das principais torcidas organizadas, Raça e Fúria, que não compareceram ao estádio em sinal de protesto. A decisão reforça o momento de desgaste na relação entre dirigentes e torcedores, que se intensificou após episódios recentes envolvendo o presidente.
A situação ganhou repercussão após a eliminação do Cuiabá na Copa Verde 2026. Na ocasião, a equipe foi derrotada por 3 a 2 pelo Porto Vitória, em jogo disputado no estádio Dito Souza, em Várzea Grande. Após o fim da partida, houve um momento de tensão no gramado, com troca de provocações entre torcedores e o dirigente.
Imagens registraram Cristiano Dresch fazendo gestos em direção à arquibancada durante a discussão. O episódio repercutiu amplamente, principalmente após declarações do presidente sobre o ocorrido. Ele reconheceu que utilizou termos considerados ofensivos durante o confronto verbal, mas afirmou que a reação ocorreu em um contexto de defesa dos atletas.
Segundo o dirigente, a equipe contava com jogadores de 16 anos em campo naquele momento, todos sob responsabilidade do clube. Ele destacou que o Cuiabá oferece estrutura completa a esses jovens, incluindo moradia, alimentação e acompanhamento educacional, e que considerou necessário intervir diante da situação.
Cristiano Dresch também afirmou que o desentendimento envolveu um grupo restrito de torcedores ligados a uma organizada, e não a totalidade do público presente. De acordo com ele, alguns dos envolvidos já teriam histórico de episódios anteriores e restrições de acesso ao estádio.
Mesmo com a explicação, os reflexos foram percebidos na partida seguinte. A redução do público e a ausência de torcidas organizadas indicam um momento de distanciamento entre parte da torcida e a direção do clube.


















