O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as críticas recentes do presidente Lula (PT) sobre a substituição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) na capital mato-grossense.
Para Abilio, a responsabilidade pelo fracasso do projeto recai sobre grupos políticos que apoiaram gestões petistas no passado e que, segundo ele, “surrupiaram” o modal no estado.
A polêmica foi reacesa após Lula criticar o governador Mauro Mendes (União) por não ter concluído a obra, mencionando surpresa ao saber que os vagões comprados pela Bahia vieram de Cuiabá. Em resposta, Abilio associou o imbróglio a aliados históricos do PT em Mato Grosso.
“Quem fez campanha para a Dilma na época, quem fez campanha para o Lula na época, são os mesmos grupos que surrupiaram o VLT”, disparou o prefeito nesta sexta-feira (17).
O projeto do VLT foi planejado como a principal obra de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, mas atravessou as gestões de Silval Barbosa e Pedro Taques sem nunca ser finalizado, apesar de ter consumido mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Em 2020, Mauro Mendes anunciou a troca definitiva pelo BRT, vendendo os vagões para o governo da Bahia por cerca de R$ 800 milhões.
Sobre a implementação do modal no estado nordestino, Abilio lançou dúvidas sobre a viabilidade do projeto baiano. “O VLT na Bahia não está funcionando. É um golpe que estão fazendo lá para poder ajudar a imagem do atual governador”, afirmou o prefeito de Cuiabá.
“Não é porque lá não está certo que não tem que resolver aqui. Tem que resolver”, admitiu, tratando o VLT como um símbolo do colapso das obras públicas na Baixada Cuiabana.
















