O suplente de deputado estadual Wagner Ramos afirmou ter sido alvo de uma “rasteira” política e decidiu deixar o União Brasil para se filiar ao MDB, em meio aos últimos movimentos da janela partidária, que se encerra neste sábado (4).
Em conversa com jornalistas, Wagner demonstrou irritação ao relatar que foi surpreendido por uma articulação que, segundo ele, inviabilizaria sua candidatura a deputado federal e prejudicaria a representatividade de Tangará da Serra e região. O parlamentar acusou diretamente o prefeito Vander Masson e o vice-prefeito de atuarem no processo.
“Foi uma tática do prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, juntamente com o vice-prefeito”, declarou.
De acordo com Wagner, o impasse começou após a informação de que o vice-prefeito também seria lançado como candidato a deputado federal dentro do mesmo grupo político, o que poderia dividir votos.
“Estava tudo programado para ser candidato único em Tangará. Mas isso é uma jogada para não deixar ter deputado em Tangará da Serra, é uma jogada para não deixar ter candidatura eleita na região”, afirmou.
O suplente classificou o episódio como uma traição. “Uma trairagem das grandes”, disse.
Wagner relembrou ainda que, em 2022, enfrentou situação semelhante quando estava no PL, o que, segundo ele, acabou prejudicando a representatividade local.
“Hoje, se eu tivesse ficado no PL, Tangará e região teriam um deputado federal. Eu fiz quase 14 mil votos, sendo 9 mil só em Tangará”, destacou.
Ao anunciar a filiação ao MDB, Wagner afirmou que recebeu convite para disputar o cargo de deputado federal com apoio da deputada estadual Janaina Riva e do senador Wellington Fagundes.
“Sou pré-candidato a deputado federal pelo MDB, junto com Janaina Riva e o Wellington Fagundes”, afirmou.
Segundo ele, no novo partido terá um projeto mais amplo, com foco regional.
“Vou para o MDB porque me fizeram uma proposta regional, não só Tangará da Serra. Aqui me puxaram o tapete”, concluiu.



















