O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), avaliou que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República deve ganhar força no cenário nacional e, principalmente, em Mato Grosso, onde a direita mantém forte capilaridade política.
Em entrevista à imprensa na quarta-feira (10/12), Russi afirmou que o Partido Liberal tem uma estrutura consolidada no estado, o que tende a favorecer o desempenho eleitoral do senador. Segundo ele, a movimentação do PL já era esperada, independentemente de quem fosse o nome escolhido para a disputa presidencial.
Para o parlamentar, havia uma pressão natural de lideranças bolsonaristas para que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicasse um nome do próprio partido, garantindo ao PL uma candidatura própria ao Planalto.
Russi destacou ainda o peso simbólico da escolha de Flávio Bolsonaro para representar o campo bolsonarista no momento em que Jair Bolsonaro está impedido de disputar eleições. O ex-presidente cumpre pena em Brasília e está inelegível.
Na avaliação do presidente da ALMT, trata-se de uma candidatura relevante dentro do campo da direita. Ele afirmou que já esperava que o PL apresentasse um nome, fosse Flávio ou outro quadro do partido, para ocupar esse espaço na disputa presidencial.
A entrada do senador na corrida pelo Palácio do Planalto ocorre em meio a um impasse dentro do campo bolsonarista, envolvendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vinha sendo apontado como possível nome de consenso da direita em pesquisas nacionais.
A indefinição gerou ruídos entre aliados, especialmente diante do desempenho eleitoral mais amplo de Tarcísio em levantamentos de intenção de voto. Apesar de já ter demonstrado interesse em disputar a Presidência, o governador paulista recuou após a confirmação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

















