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Suspeito de roubo ao Sicredi diz ter sido torturado por policiais da GCCO

Fabricio da Silva Lima, que permanece custodiado, alega ter sofrido agressões físicas graves, violação de direitos e impedimento de acesso a defesa legal

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Um dos homens presos sob suspeita de envolvimento no assalto à agência do Sicredi, em Brasnorte (a 580 km de Cuiabá), afirmou ter sido torturado por policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) durante a operação que resultou em sua detenção. Fabricio da Silva Lima, que permanece custodiado, alega ter sofrido agressões físicas graves, violação de direitos e impedimento de acesso a defesa legal.

Em depoimento, Fabricio relatou que as agressões teriam começado no momento da abordagem, que ocorreu em uma barbearia. “Desde quando chegaram à minha barbearia até o momento em que nos liberaram. Chegaram com fuzil, meteram a arma e jogaram todo mundo no chão. Pedi para ligarem para o meu advogado, tomaram o celular da minha esposa e não me deixaram fazer a ligação”, disse ele durante audiência de custódia.

O preso também afirmou ter sofrido lesões em várias partes do corpo, supostamente causadas por espancamento e métodos de tortura. “Quebraram o meu braço. Estou com a cabeça toda desgraçada. A perna, o joelho… olha o meu braço como é que está. Está todo roxo. Estou desde ontem sem comer. Ficaram umas duas horas me afogando, pisando em cima de mim. Me jogavam sacola na cara e pisavam em mim”, denunciou.

Fabricio é um dos 14 presos pela força-tarefa que investiga o assalto milionário ao banco ocorrido na última quinta-feira (31). Seis suspeitos já foram oficialmente identificados: Osvaldo Pereira de Souza, Eduardo José Lopes de Moraes, Rodrigo da Silva Lucena, Cristhian Ribeiro Galvão, Luiz Carlos da Silva Junior e Lucas Vinícius de Amorim da Silva. Dois policiais militares também estão entre os detidos, embora suas identidades ainda não tenham sido divulgadas.

A operação que resultou nas prisões foi desencadeada a partir da delação de uma mulher que teria envolvimento com um dos suspeitos. Ela indicou à polícia o local onde os criminosos estavam escondidos. Segundo as investigações, a mulher seria responsável por armazenar roupas e armamentos utilizados no crime e receberia R$ 150 mil pelo serviço. Em nota, ela negou envolvimento com o assalto.

A reportagem solicitou posicionamento da Polícia Civil sobre as denúncias feitas por Fabricio, mas até o momento não obteve resposta.

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