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Júlio rebate notícia de que seria a favor do regime militar: “Sou a favor apenas do fim da reeleição”

Júlio destacou ainda que sua fala foi distorcida para tentar associá-lo, injustamente, ao apoio a um regime autoritário

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O deputado estadual Júlio Campos (União) rebateu uma publicação veiculada por um site local que sugeriu que ele seria favorável ao regime militar. A declaração, segundo o parlamentar, deturpou uma entrevista concedida à Rádio Vila Real, onde ele apenas defendeu o fim da reeleição e a adoção de mandatos únicos de cinco anos para cargos do Executivo, como ocorria em décadas passadas.

“Lamentavelmente, eu estava vendo um site que maldosamente, usando de uma entrevista que eu dei ontem na Vila Real, disse que sou a favor do regime militar. O que eu disse é que sou a favor de mandatos de cinco anos, sem reeleição, como era no tempo do presidente Juscelino”, esclareceu o deputado.

Júlio destacou ainda que sua fala foi distorcida para tentar associá-lo, injustamente, ao apoio a um regime autoritário.

“O próprio regime militar condenava a reeleição, era cinco anos e uma vez só. Nenhum militar foi reeleito. Mas maldosamente, determinados veículos da imprensa deturpam a nossa fala porque eu sou muito sincero. Talvez eu seja o único político que fala a verdade. Muita gente gosta de esconder e falar o que não deve, eu falo o que eu sinto”, afirmou.

O parlamentar reforçou seu histórico político como homem público eleito exclusivamente pelo voto popular.

“Eu sou democrata. Nunca fui beneficiado pelo regime militar. Comecei eleito em 1972 como prefeito pelo voto popular. Fui prefeito, deputado federal três vezes, governador do Estado, senador da República, sempre pelo voto”, disse.

Júlio ainda lembrou que até mesmo sua escolha como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado se deu por votação legítima. “Até para ser conselheiro do TCE fui escolhido pelo voto da Assembleia Legislativa, por consenso. Até o PT, na época, votou em mim”, pontuou.

Para o deputado, as tentativas de associá-lo ao regime militar têm cunho político e são infundadas.

“Lamentavelmente, algumas figuras querem nos envolver, mas eu sempre fui eleito pelo voto”, concluiu.

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