A Justiça decidiu manter preso José Edson Douglas Galdino Santos, de 25 anos, acusado de assassinar brutalmente a companheira e abusar sexualmente dela diante dos filhos pequenos. O crime aconteceu em Diamantino, no Mato Grosso, e chocou pela crueldade. A decisão foi tomada após revisão do processo, e a juíza responsável entendeu que não há motivos para relaxar a prisão.
José Edson foi preso em flagrante e, posteriormente, teve a detenção convertida em prisão preventiva. O crime aconteceu por ciúmes, segundo a acusação. Ele teria esfaqueado a vítima 12 vezes e, mesmo após a morte, abusado sexualmente do corpo. O cadáver foi encontrado dois dias depois, em decomposição, trancado dentro de casa junto das duas crianças, que estavam em estado de choque.
A juíza Janaína Cristina de Almeida argumentou que o crime representa uma ameaça concreta à sociedade e, por sua gravidade, exige uma resposta firme da Justiça. Ela destacou ainda que o acusado tem histórico de perseguição contra uma ex-namorada em Lucas do Rio Verde, o que reforça o risco de reincidência.
Após o crime, José Edson usou o dedo da vítima para desbloquear o celular e, em seguida, trancou a casa com os filhos dentro, dizendo que iria comprar remédio. A descoberta do crime aconteceu quando a diretora da escola onde os filhos estudavam estranhou a ausência das crianças por dois dias seguidos. Ao ir até a casa da família, uma das crianças disse, de dentro da residência, que a mãe estava dormindo e o padrasto havia saído.
A Polícia Militar foi acionada e, ao entrar no imóvel, os agentes encontraram o corpo da vítima em um dos quartos e uma faca ao lado. As crianças estavam trancadas em outro cômodo, assustadas. Elas foram acolhidas pelo Conselho Tutelar.
O acusado foi encontrado seis dias depois, em Rurópolis (PA), no guichê de uma empresa de ônibus. Ao ser preso, confessou o crime em detalhes e admitiu que usou a digital da vítima para acessar o celular. Ele foi indiciado por feminicídio qualificado, estupro, e ocultação de cadáver.
O caso agora será analisado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que julgará o recurso da defesa.























