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Ex-vereador Paulo Henrique vira alvo de processo disciplinar em Cuiabá por envolvimento com facção

O PAD visa apurar as responsabilidades administrativas do ex-vereador dentro da estrutura da Prefeitura de Cuiabá

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A Corregedoria-Geral do Município de Cuiabá instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-vereador Paulo Henrique de Figueiredo, investigado por envolvimento com a maior facção criminosa de Mato Grosso. A portaria foi assinada em 14 de abril de 2025 pelo corregedor-geral Carlos Eduardo Lopes.

Segundo a denúncia recebida por meio do Ofício nº 295/2025/GAB/SORP, Paulo Henrique pode ter cometido diversas infrações previstas nos artigos 131 e 132 da Lei Complementar Municipal nº 093/2003, que trata sobre deveres e condutas dos servidores públicos.

O pedido de apuração foi encaminhado pela secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, com base em reportagens da imprensa e em informações do Ministério Público Estadual (MPE).

De acordo com o documento, o ex-parlamentar teria utilizado seu cargo na Prefeitura para intermediar a concessão de licenças e alvarás para eventos organizados por integrantes da facção Comando Vermelho, em troca de propina e outras vantagens. Ainda segundo o ofício, ele também teria articulado com servidores da fiscalização para permitir omissões durante os eventos, favorecendo diretamente a atuação da organização criminosa.

O ex-vereador, que também ocupava função na Secretaria Municipal de Ordem Pública, passou a ser investigado após ser preso em 20 de setembro de 2024, durante um desdobramento da Operação Ragnatela. A operação, conduzida pelas forças de segurança estaduais, desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro por meio da realização de shows nacionais financiados por facção criminosa.

As investigações apontaram que casas noturnas da capital eram utilizadas para movimentar recursos ilícitos, promovendo eventos com artistas nacionalmente conhecidos. Paulo Henrique teria atuado como facilitador junto a órgãos públicos para viabilizar a atuação do grupo, o que o levou a ser denunciado pelo MPE pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Após a prisão, ele foi liberado cinco dias depois, mediante o cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento das funções públicas e a proibição de frequentar a Secretaria de Ordem Pública, onde exercia cargo.

Agora, o PAD instaurado pela Prefeitura tem o objetivo de apurar as responsabilidades administrativas de Paulo Henrique dentro da estrutura do Executivo municipal, resguardando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

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