O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), expressou sua discordância em relação à decisão do prefeito eleito, Abílio Brunini (PL), de revogar a taxa de lixo cobrada dos contribuintes cuiabanos. Durante uma entrevista, Emanuel destacou a importância da taxa para a receita municipal e alertou sobre as possíveis consequências da revogação.
“Eu acho um erro. Se eu pudesse falar, diria para Abílio não fazer isto. Cuiabá é uma das capitais do país que está dentro do marco regulatório criado pelo ex-presidente Bolsonaro. A taxa entrou agora. De três meses para cá, sofreu muita judicialização. Em dezembro, foram arrecadados R$ 4,5 milhões. Se colocar no ano, são mais de R$ 50 milhões. Ele não tem como abrir mão dessa receita. Vai faltar este recurso para ele, e pode responder por improbidade administrativa. Pelo bem de Cuiabá, recomendo que não faça isso,” afirmou Emanuel.
Emanuel também comentou sobre os problemas enfrentados durante sua gestão em relação à coleta de lixo. “Cobrei muito da empresa, realmente houve atrasos por problemas de caixa. Estava segurando para a folha de pagamento. Mas nada que pudesse impedir uma boa e regular coleta. Tivemos problemas entre garis e a empresa concessionária. Nós oficializamos, representamos, notificamos. Daqui para frente, deixamos caminho preparado para que o prefeito Abílio não passe o que eu passei,” explicou o ex-prefeito.
Por outro lado, Abílio Brunini confirmou que irá mesmo revogar a taxa de lixo. “Nós vamos revogar a taxa de lixo. Além disso, é importante também pontuar que tem diversas empresas na área da saúde que estão com repasses atrasados, então é um começo de gestão muito turbulento, mas não justifica penalizar a população com a taxa de lixo do jeito em que ela está. É um fim de gestão terrível deixando para o próprio servidor uma dívida, para a própria população, com a cidade abandonada. Então, é lamentável que esteja desse jeito,” concluiu Abílio.


















