A futura secretária Municipal de Saúde (SMS), médica Lúcia Helena Barboza Sampaio, comentou sobre a situação caótica da Saúde de Cuiabá, após fazer uma visita, junto ao prefeito eleito Abílio Brunini (PL), na quinta-feira (12/12). Ele defendeu que a Justiça intervenha e autorize a antecipação da gestão do bolsonarista para evitar mortes e ser possível um controle maior sobre receita e despesas.
“Queremos garantir que ninguém morra,” destacou Lúcia Helena, ao comentar sobre a situação “caótica” na Saúde, agravada pelos gargalos na “retaguarda” que deixam pacientes em estado grave por longos períodos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) até que haja a liberação de vagas nos hospitais municipais.
Lúcia Helena acompanhou a comitiva de fiscalização no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) liderada por Abílio nesta quinta-feira (12). De acordo com a médica, óbitos foram registrados no local na quarta-feira (11). As ocorrências serão investigadas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) para entender se foram causadas por negligência, falta de recursos ou causas naturais.
“Ontem, parece que houve alguns óbitos aqui. Não sei os motivos. Faleceram pacientes e a responsabilidade é o CRM que vai apurar,” afirmou a médica.
Quando estiver com a “caneta na mão,” a futura secretária disse que iniciará um diagnóstico aprofundado sobre a secretaria, procedimento inviabilizado pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Conforme Lúcia Helena, a equipe de transição da Prefeitura não está repassando os números.
“A situação é caótica, vamos ter que regimentar um exército pois são muitos os pontos que não estão ideais. As portas estão sem retaguarda. Quando chega, o paciente é atendido, mas fica muito tempo esperando,” criticou.
Além das ameaças frequentes de paralisação de terceirizados, o HMC enfrenta um “apagão” de profissionais efetivos. Parte dos médicos aprovados em concursos não estão assumindo devido aos baixos salários. Lúcia Helena negou que haverá reajuste ao assumir, sendo que o acertado é a demissão de comissionados. As demais contratações feitas por meio de licitação também devem ser revistas.
“Temos problemas nas especialidades, no centro de especialidade, nas UPAs. Temos que conhecer o problema, fazer um diagnóstico preciso, coisa que não foi possível no período de transição,” destacou.
“Nesse momento, não posso falar de aumentar despesas. Tenho que entender minhas demandas e diante do que tenho de receita, tentar otimizar o que é mais urgente. Toda empresa que presta serviço e estiver entregando, serão parceiras; as que não estiverem, não serão,” concluiu.




















