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“Maldade com o paciente e com a eficiência”, diz Abílio sobre gestão Emanuel

“Esta gestão transforma esse hospital em mais caro do que um hospital privado”, destacou o prefeito eleito

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O prefeito eleito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), criticou duramente a gestão do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) durante uma visita ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Acompanhado da futura secretária de Saúde, Dr. Lúcia Helena, Abílio destacou que o descaso e a ineficiência da administração de Pinheiro não só geraram um rombo de R$ 200 milhões, mas também podem ter causado mortes evitáveis.

“Isso é uma maldade com o paciente, é uma maldade com a eficiência. Porque lá na UPA tem alguém deitado em uma cadeira esperando liberar o espaço para vir para cá. Então essa ineficiência de gestão é um grande problema e gera um alto custo. Ela transforma esse hospital em mais caro do que um hospital privado”, afirmou Abílio.

Abílio relatou que presenciou diversas situações no HMC onde internações desnecessárias e atrasos em procedimentos simples resultaram em custos extras para a administração. “A maioria dos pacientes que está aqui já poderia passar pelo procedimento cirúrgico e já poderia estar em sua casa. Tem uma senhora, por exemplo, que era um procedimento simples. Ela está desde domingo parada na cama, porque ou não chama, ou falta equipamento, ou falta material para fazer o procedimento dela”, comentou.

O prefeito eleito acrescentou que todos os fatos foram presenciados também pelo promotor de Justiça da Saúde, Milton Mattos, que pode levar informações ao Tribunal de Justiça do Estado, Tribunal de Contas de Mato Grosso e ao próprio Ministério Público.

Durante a visita, Abílio, Milton e a futura secretária de Saúde encontraram uma sala com documentos de pacientes que, segundo Abílio, comprovariam que a Prefeitura estaria se beneficiando da superlotação: “Ganhando diária do Ministério da Saúde, colocando processos dentro, como se o paciente estivesse a cada dia sendo atendido por psicólogos, terapeutas, fonoaudiólogos, e muitas das vezes esse procedimento não está sendo feito dentro da enfermaria onde a pessoa está esperando o atendimento”, criticou.

Abílio concluiu que a ineficiência e o descaso da gestão atual são prejudiciais não apenas financeiramente, mas também para a saúde e bem-estar dos pacientes.

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