Eduardo Botelho, deputado estadual e aspirante à prefeitura de Cuiabá pelo partido União, refutou as acusações do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que sugeriu uma interferência do governo estadual para obstruir e retardar os repasses financeiros do Ministério da Saúde para a Secretaria Municipal de Saúde. “Isso não ocorreu”, afirmou Botelho em uma entrevista no domingo (26), durante o evento de concessão de subsídios do programa SER Família Habitação.
“O governo estadual jamais agiu dessa forma. Não houve nenhuma ação para reduzir ou atrasar os valores. Na verdade, o governo sempre esteve empenhado em auxiliar e isso é conhecido. A ideia de que alguém tentaria prejudicar os fundos destinados à saúde é absurda. Portanto, é meu dever esclarecer que o governo sempre esteve ativo em facilitar a liberação desses recursos”.
Os fundos, totalizando R$ 60 milhões, foram liberados após uma reunião extraordinária da Comissão Intergestores Regional (CIR), que ocorreu virtualmente na quinta-feira (23). Segundo Gilberto Figueiredo, secretário de Estado de Saúde, o apoio do Estado foi crucial para alcançar um consenso no grupo e aprovar o aumento dos recursos.
Do montante mencionado, R$ 21,6 milhões são destinados à integração no Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade. O restante corresponde a fundos adicionais solicitados pelo município como suporte extraordinário à rede de assistência, considerando o estado de calamidade pública na gestão administrativa, assistencial e financeira da saúde, pendente de avaliação pelo Ministério da Saúde.
Além disso, durante a CIR, duas propostas que favorecem Cuiabá foram aceitas: um incentivo financeiro estadual para o custeio mensal das UPAs Verdão e Jardim Leblon. Se aprovadas pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), cada UPA receberá um aporte de R$ 125 mil do governo estadual.



















