Por Esportes & Notícias
A proposta de reforma tributária tem sido alvo de intensos debates em Mato Grosso e no País, onde autoridades e especialistas expressam preocupação com os impactos negativos que podem ser gerados no estado e nos municípios.
Segundo Léo Bortolini, presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), a reforma tributária, ao invés de promover equidade, pode acabar beneficiando os grandes centros consumidores em detrimento de estados como Mato Grosso, que já enfrentam desafios significativos. Ele destaca que a perda dos incentivos fiscais pode comprometer a competitividade do estado, especialmente em setores como indústria e logística.
Bortolini ressalta que a falta de incentivos pode desestimular a vinda de novas indústrias para o estado, afetando não apenas a economia, mas também municípios menores como Livramento e Várzea Grande.
“Vejo que vai prejudicar o estado como todo, né? Nós estávamos com uma prospecção de criar modelos de leis de incentivo e poder incentivar os municípios, é claro que cada um com a sua aptidão para procurar esse desenvolvimento de investimento principalmente na indústria, mas na indústria madeireira, enfim, no beneficiamento de alimento, cada um com a sua aptidão. Agora você tirar os incentivos é você perder a competitividade”, disse.
Leonardo alerta para os impactos imediatos da reforma, já que muitas indústrias consideram a viabilidade de permanecer no estado ou migrar para locais com maior consumo. O prefeito de Primavera do Lesta destaca a necessidade de esforços conjuntos da classe política e empresarial para reverter essas medidas no Congresso Nacional.
Além da reforma tributária, a possível desoneração da folha de pagamento também preocupa os municípios de Mato Grosso. Bortolini critica a postura do governo em buscar soluções no Supremo Tribunal Federal, destacando a importância de respeitar o Congresso e os interesses municipais.


















