Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso pelo PL, o senador Wellington Fagundes reconheceu a possibilidade de uma composição política com o senador Jayme Campos (União), que também articula uma candidatura ao Palácio Paiaguás para as eleições de 2026.
Segundo Wellington, existe diálogo entre os dois sobre um eventual apoio recíproco durante a disputa. A ideia é que aquele que reunir melhores condições eleitorais ao longo da campanha receba o respaldo do outro, seja ainda no primeiro turno ou em uma eventual segunda etapa da eleição.
“Conversamos, sim, muitas vezes [sobre um acordo]. Nos damos muito bem. O Jayme é pretenso candidato. Agora, a gente sempre conversou é que quem estiver na frente, pode ser no primeiro turno ou no segundo, dessa possibilidade de apoiar o outro”, afirmou durante entrevista ao programa Resumo do Dia.
A aproximação entre os dois não é recente. No início do ano, Jayme Campos revelou que ambos discutiam um entendimento político baseado no desempenho das pesquisas. Pela proposta, quem aparecesse em melhor posição teria o apoio do outro, incluindo a possibilidade de indicação da esposa do aliado para compor a chapa como candidata a vice-governadora.
Questionado sobre uma eventual participação de Lucimar Campos na composição, Wellington elogiou a ex-prefeita de Várzea Grande, mas ponderou que a filiação dela ao União Brasil pode dificultar qualquer articulação nesse sentido.
Apesar da boa relação entre os senadores, uma aliança com Jayme pode gerar desconforto dentro do próprio PL. Lideranças importantes da sigla, como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, mantêm posições críticas em relação ao grupo político da família Campos. Moretti, inclusive, construiu sua campanha eleitoral com um discurso de oposição ao grupo.
Mesmo diante desse cenário, Wellington reforçou que a relação de amizade e parceria política construída ao longo dos anos pesa na avaliação sobre um eventual apoio.
“Eu comecei a minha vida, primeiro mandato, junto com ele, sempre trabalhei junto. Então, não posso negar os meus amigos de trabalho. E eu tenho cada parlamentar, cada político como um amigo de trabalho, mesmo sendo de outro partido”, declarou.
Enquanto busca viabilizar sua pré-candidatura, Jayme Campos enfrenta resistência dentro do próprio União Brasil. O grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes trabalha para que a legenda apoie a tentativa de reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos.
O impasse deverá ser resolvido na convenção estadual do partido, prevista para ocorrer entre os meses de julho e agosto, embora a data oficial ainda não tenha sido definida.

















