O ex-secretário estadual de Educação, Alan Porto, afirmou nesta segunda-feira (15), que não há qualquer fato que desabone a conduta de Amauri Monge durante o período em que ele atuou na Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). A declaração foi dada após Amauri passar a ser investigado por supostas irregularidades que teriam provocado um rombo estimado em R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, onde ocupou o cargo de secretário.
Ao falar sobre a confiança na idoneidade do ex-adjunto e se acredita que ele conseguirá esclarecer as suspeitas, Alan ressaltou que só pode responder pelo período em que Amauri esteve na administração estadual e evitou comentar os fatos relacionados à gestão municipal.
“O Amauri, quando esteve na Secretaria de Estado de Educação, não teve nada que desabonasse a conduta dele, até onde eu sei. Agora, em relação ao que ocorreu no município, eu não tenho nada a declarar, até porque eu não acompanhei. Eu sou secretário de Estado e é isso que tenho a respeito”, afirmou.
Ao ser questionado se o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), poderia ter conduzido o caso de outra forma, considerando que Amauri integrou sua equipe na Seduc, Alan voltou a dizer que desconhece os procedimentos adotados pela administração municipal e preferiu destacar os resultados obtidos pela educação estadual nos últimos anos.
“É difícil a gente falar a respeito da Secretaria Municipal. Eu não participei, não conheço os processos e não sei como funciona lá. O que posso dizer é que a Secretaria de Estado de Educação tem um projeto educacional muito exitoso. Tiramos a educação de Mato Grosso da 22ª para a 8ª melhor do Brasil. Entregamos prédios modernos, acabamos com as escolas de lata, levamos estudantes para intercâmbio na Inglaterra, distribuímos uniformes e material didático de qualidade, implantamos mais de 250 escolas cívico-militares. Os indicadores e os resultados mostram que essa gestão é exitosa”, declarou.
O ex-secretário também comentou a declaração do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, de que pretende ampliar as apurações para verificar se eventuais irregularidades também teriam ocorrido na Seduc durante a atuação de Amauri. Segundo Alan Porto, não existe nenhuma investigação em andamento contra a pasta estadual relacionada ao caso.
“Não, não tenho nada. A Secretaria de Estado de Educação, durante todos esses anos, teve o Tribunal de Contas acompanhando, assim como outros órgãos de controle. Nunca houve achismos. Muito pelo contrário, temos uma política educacional planejada para dez anos, baseada em evidências de práticas que deram certo no Brasil e no exterior. Estou absolutamente tranquilo, porque os próprios órgãos de controle acompanham a Seduc há bastante tempo. É uma gestão baseada em evidências, resultados, transparência e eficácia”, concluiu.
















