O presidente estadual do União Brasil e ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, rebateu as acusações de que estaria interferindo na definição dos candidatos da legenda para as próximas eleições. A declaração foi dada em meio ao acirramento das divergências internas com os irmãos Jayme e Júlio Campos, que vêm questionando a condução partidária adotada pelo ex-governador.
Durante entrevista concedida à imprensa nesta segunda-feira (15), Mauro enfatizou que todas as definições passarão pelo processo democrático previsto no estatuto da sigla. Segundo ele, a convenção partidária será a instância responsável por decidir quem representará o partido nas eleições.
“A decisão vai ser tomada na convenção do partido. O partido é regido por um estatuto, por um regimento, e é esse regimento que vai mandar. Não é o Mauro Mendes, muito menos os Campos que vão mandar”, declarou.
O dirigente partidário ressaltou que qualquer filiado terá a possibilidade de disputar espaço dentro da convenção e que os vencedores serão homologados como candidatos da legenda para os cargos pretendidos.
“Quem for para a convenção e ganhar a convenção vai ser candidato a deputado estadual. Quem ganhar para deputado federal será candidato a deputado federal. Se algum outro membro for lá, se candidatar a senador e ganhar a convenção de mim, ele vai ser o candidato a senador da União Brasil”, afirmou.
Mauro acrescentou que o mesmo critério será adotado para a escolha do candidato ao Governo do Estado.
“Vale também para o governador. Se o ‘João José da Silva’ for lá, colocar o seu nome para governador e ganhar a convenção, ele vai ser apresentado pela União Brasil como candidato”, completou.
As declarações surgem após o deputado estadual Júlio Campos intensificar as críticas ao grupo político ligado ao ex-governador. O parlamentar afirmou temer uma movimentação interna destinada a dificultar uma eventual candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás.
Defensor da candidatura do irmão dentro do União Brasil, Júlio alegou que integrantes da convenção poderiam sofrer influência por meio de promessas de benefícios políticos para rejeitar uma candidatura própria da legenda.
“Hoje nós temos maioria. Se não houver coisas estranhas por trás dos bastidores. Se não quiserem comprar convencionais para aceitar candidatura própria, chamando as pessoas para votarem contra. Podem comprar com dinheiro, proposta, cargos ou governo. Isso ocorre todo dia e toda hora. É errado, mas existe”, declarou o parlamentar.
















