O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, endossou o pedido do Ministério Público para investigar possíveis crimes contra a administração pública no Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande.
A apuração foca em indícios de desvios de recursos e na existência de “religações fantasmas” que envolveriam agentes públicos da autarquia.
“Onde há dinheiro público é problema do Tribunal de Contas. Eu defendo toda investigação onde tiver suspeita de malversação do dinheiro público. Onde há suspeita, tem que haver investigação”, declarou o presidente, reforçando o papel fiscalizador da Corte de Contas diante das suspeitas de pagamentos indevidos de produtividade a servidores.
O caso ganhou fôlego após uma auditoria realizada em agosto de 2025, que detectou inconsistências graves nos backups do sistema, divergências em dados de faturamento e um volume atípico de ordens de corte e religação de água.
Sérgio Ricardo aproveitou o cenário para criticar a gestão histórica do saneamento na cidade. “Na Várzea Grande, são 158 anos de história sem água. Eu não consigo admitir uma cidade sem água. Onde estão os caminhos para se colocar água em Várzea Grande? Onde está o planejamento?”, questionou.
O presidente do TCE também demonstrou impaciência com os embates políticos que travam soluções estruturais no município.
“É só briga o dia inteiro em Várzea Grande. E cada dia de briga é uma obra que não vai, é a água que está demorando para chegar. São discussões que não levam a nada”, afirmou.

















