A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que a Operação Emenda Oculta não compromete a imagem da instituição e que as investigações devem ser atribuídas à conduta individual dos envolvidos. A operação apura um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares e teve como alvos o vereador Cezinha Nascimento (União), o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), além de servidores e particulares.
Segundo Paula, não há razão para associar o caso ao Legislativo como um todo, já que as apurações dizem respeito a atos pessoais dos parlamentares citados.
“Se dermos transparência ao processo, que é o que nós procuramos dar, não mancha a imagem da Câmara. Porque não é a Câmara, é um CPF, é um vereador”, afirmou.
A presidente também ressaltou que ainda não existe definição sobre possíveis indiciamentos e argumentou que o Legislativo não possui ingerência sobre a forma como as emendas parlamentares são executadas.
“Falar ‘não é instituição Câmara, não é instituição Assembleia, é o parlamentar, ele tem o seu CPF’. E nós não temos o controle sobre a situação da maneira como é realizada”, completou.
As investigações seguem sob responsabilidade do Ministério Público Estadual (MPE), que apura a destinação e a execução dos recursos envolvidos no suposto esquema.

















