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Secretário critica “populismo” sobre Santa Casa e diz que Estado manterá atendimentos em Cuiabá

A declaração ocorre enquanto o prédio passa por processo de alienação judicial e deve atrair ao menos três interessados, entre eles o Instituto São Lucas

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O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que vereadores e deputados têm usado discursos que classificou como populistas ao tratar do futuro da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, sem apresentar, segundo ele, soluções concretas ou recursos efetivos para manter a unidade em funcionamento. A declaração ocorre enquanto o prédio passa por processo de alienação judicial e deve atrair ao menos três interessados, entre eles o Instituto São Lucas.

Nos bastidores, circula a informação de que um grupo de parlamentares articula o remanejamento de emendas para viabilizar a compra do imóvel pela Prefeitura de Cuiabá, que já manifestou interesse na aquisição. Gilberto, no entanto, disse que não recebeu nenhuma formalização sobre esse tipo de iniciativa.

“Até agora tudo isso é um grande discurso, não vi dinheiro nenhum sair de lugar nenhum. Vereador com emenda, esse tipo de coisa não existe. Eu sei que há muito discurso, há muito populismo, nesse momento que é o ano eleitoral, todo mundo quer pegar carona nesse assunto”, afirmou o secretário.

Apesar das críticas, Gilberto Figueiredo declarou que o governo estadual não permitirá a interrupção dos atendimentos nem o fechamento da Santa Casa, independentemente do desfecho da negociação judicial. Segundo ele, o Estado continuará garantindo a oferta de serviços considerados estratégicos para a rede.

“O Governo do Estado não vai deixar fechar a Santa Casa e o Governo do Estado não vai deixar de suprir serviços muito importantes para a saúde de Mato Grosso”, disse.

O secretário citou que áreas como oncologia e hemodiálise devem permanecer atendendo a população. Ele também afirmou que o Hospital Central de Cuiabá foi estruturado para absorver a maior parte da demanda hoje concentrada na Santa Casa, indicando capacidade para receber cerca de 80% das atividades realizadas na unidade.

“Nós construímos o melhor hospital do país público [Hospital Central], para absorver 80% das atividades realizadas lá. Se necessário for nós vamos continuar administrando e suprindo serviços para todo o Estado de Mato Grosso”, declarou.

Atualmente, a proposta apresentada pelo Instituto São Lucas segue sob análise da comissão de credores da Santa Casa. Após essa etapa, a Justiça do Trabalho deverá decidir sobre a republicação do edital de leilão, mantendo o direito de preferência da União, do Estado e do Município de Cuiabá. Enquanto isso, o governo estadual mantém a requisição administrativa do imóvel e afirma que os atendimentos seguem garantidos.

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