A manhã desta sexta-feira começou com uma operação da Polícia Federal, que cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro pelo PL, na capital carioca. Homens da Polícia cumpriram mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde o ex-governador reside. Também foi expedido mandado de prisão contra o dono do grupo Refit, Ricardo Magro, da antiga Refinaria de Manguinhos, e um dos maiores sonegadores do Brasil. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, também é um dos investigados na operação, na qual se investiga ainda o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do Estado Renan Saad.
A Polícia Federal apura possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo.
De acordo com a PF, a Operação Sem Refino visa apurar a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, 1 de prisão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também foi determinada a inclusão de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, pelo fato de o investigado residir em Miami (EUA).
As buscas e medidas ocorrem em meio a apurações conduzidas pela PF no âmbito da ADPF nº 635/RJ, a chamada ADPF das Favelas. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.



















