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Investigador condenado por matar PM deixa fórum sem tornozeleira e cumprirá pena em liberdade

O júri foi marcado por discussões acaloradas entre defesa e acusação

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O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado a dois anos de detenção em regime aberto pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, ocorrida em abril de 2023, em uma conveniência de Cuiabá. A sentença foi definida após três dias de júri popular encerrado nesta quinta-feira (14).

Além da pena em regime aberto, a Justiça determinou a retirada da tornozeleira eletrônica do investigador, que respondeu ao processo em liberdade e continuará solto.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram que Mário Wilson efetuou os disparos que mataram o policial militar, mas entenderam que houve circunstâncias que afastaram uma condenação mais severa.

Na leitura da sentença, o juiz Marcos Faleiros da Silva destacou que o Conselho de Sentença considerou que o investigador agiu de forma negligente ao iniciar a discussão com a vítima e consumir bebida alcoólica antes do confronto. Segundo o entendimento dos jurados, a situação acabou evoluindo para o desentendimento que terminou com os tiros.

Logo após a decisão, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins informou que o Ministério Público irá recorrer da sentença. Já a defesa do policial civil afirmou que ainda avaliará se apresentará recurso.

Durante os debates no tribunal, a acusação exibiu vídeos gravados no dia do crime e sustentou que tanto o réu quanto Thiago Ruiz estavam em um ambiente aparentemente tranquilo antes da confusão. O Ministério Público também apontou que o investigador teria humilhado o militar momentos antes dos disparos.

Segundo a acusação, Mário Wilson teria retirado a arma da cintura da vítima após questionar se Thiago realmente era policial militar. O promotor também defendeu que o investigador poderia estar embriagado no momento da ocorrência.

A defesa, conduzida pelo advogado Cláudio Dalledone, sustentou a tese de legítima defesa. Conforme argumentado no julgamento, o investigador teria reagido para preservar a própria vida durante uma luta corporal com o militar.

O júri foi marcado por discussões acaloradas entre defesa e acusação, interrupções durante as falas e troca de críticas entre as partes. Testemunhas, amigos dos envolvidos, delegados e a viúva do policial militar foram ouvidos ao longo da sessão.

Thiago de Souza Ruiz foi morto a tiros no dia 27 de abril de 2023, em uma conveniência na Capital. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso e passou por sucessivos adiamentos até o julgamento definitivo.

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