O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, afirmou nesta sexta-feira (15) que a restrição imposta pela União Europeia à importação de carne bovina brasileira não deve provocar impactos diretos significativos na arrecadação do Estado.
Segundo ele, Mato Grosso possui uma base econômica diversificada e mantém relações comerciais com diferentes mercados internacionais, o que reduz a dependência exclusiva do bloco europeu. Atualmente, além da carne bovina, o Estado exporta produtos como soja, milho, algodão e carne suína para diversos países.
A medida adotada pela União Europeia está relacionada ao descumprimento de normas sanitárias ligadas ao uso de antibióticos na pecuária brasileira. A partir de setembro, a carne bovina produzida em Mato Grosso ficará impedida de entrar no mercado europeu por não atender às exigências estabelecidas pelo bloco.
Mesmo diante da restrição, Mato Grosso segue como líder nacional no rebanho bovino comercial, com cerca de 32,8 milhões de cabeças de gado, conforme dados do IBGE de 2024. Municípios como Cáceres, Juara, Juína e Alta Floresta estão entre os principais polos pecuários do Estado.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as exportações de carne bovina de Mato Grosso para a União Europeia somaram US$ 337,45 milhões em 2025. Apenas entre janeiro e abril deste ano, o volume negociado chegou a US$ 102,94 milhões.
A restrição coincide com a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, iniciado em 1º de maio. No entanto, o tratado ainda enfrenta questionamentos judiciais e resistência de produtores rurais europeus, especialmente na França, que alegam preocupação com a concorrência de produtos brasileiros no mercado europeu.





















